segunda-feira, 23 de julho de 2012

louco amor.


Tenho tentado evitar um assunto que na verdade me parece inevitável. Neste momento não me parece justo que ninguém aponte o dedo ao que sinto, afinal todos amamos, todos erramos. Tenho procurado por ti, pelo que era nosso, e quanto mais procuro mais perdida fico. Sinceramente nunca ninguém te vai amar como eu amei e sinceramente nunca amarei ninguém como te amo a ti. Será por seres o único que sempre me encheu a vida de alegria, por seres quem me ensinou a amar, ou será por a minha vida já não fazer sentido sem ti, o amor não ser o mesmo sem ti, as duas opções digo eu. Todas as noites tenho pensado em ti, na verdade penso a toda a hora, mas a noite é mais forte é uma dor que me tira o sono me faz chorar de uma maneira que eu nem sei explicar. Enquanto procurava um lenço na gaveta, encontrei uma foto tua junto a uma folha dobrada. Abri lentamente, e quando reparei era a tal carta que tinhas escrito para mim, comecei a lê-la e parava constantemente para sentir cada palavra. Palavras doces dizias tu a todo o momento, fazias os meus olhos e o meu sorriso brilhar, pergunto-me como acabou, como foi possível. Fui feliz enquanto durou e agora que penso fui louca por não ter continuado a lutar. Mas agora que penso em fazê-lo parece-me tão tarde, tarde para lutar por um amor quase impossível, tarde para voltar amar. Por isso todos os dias me culpo, todos os dias espero que voltes e me digas que não, não é tarde. Continuo a amar-te como no primeiro dia, como na primeira vez que me disseste um amo-te namorada, simplesmente continuo a amar-te. Imaginei-me mais forte, mas afinal nunca pensei perder-te e perdi, por isso passado tanto tempo ainda dói, dói saber que já não me pertences. Séria injusto prender-te em mim, mas séria injusto para mim e para a minha vida deixar-te ir, deixar que alguém realize os sonhos que eram nossos. Simplesmente dói, e eu não estou a conseguir lidar com isto, com a tua saída repentina da minha vida. Ao longo dos meses tenho tentado tirar-te do sítio onde jurei nunca te tirar, do meu coração, não por não te querer lá simplesmente porque me magoa, magoa demais, mas foram tentativas falhadas. As vezes eu pergunto-me onde errei, o que tenho de mal, encontro tantos erros, tantos defeitos, mas que me parece mínimos, porque quando existe amor ele dura, ele supera qualquer coisa. Triste de mim que não sei deixar de te amar, de ler o que me dizias, de te imaginar na minha vida de novo, triste de mim por amar-te deita maneira. Acho que depois de dizer tudo isto, depois de todas as lágrimas que mais uma vez larguei por ti, eu percebi que na verdade eu preciso mais de ti do que imaginava. 

2 comentários:

  1. « eu sempre pensei assim querida, mas agora está a doer demais, :c

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